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terça-feira, 9 de novembro de 2010

O jogo do ano até agora


As últimas notícias dizem que já foram vendidos 31 mil ingressos para o jogão desta quarta-feira, no Pacaembu, onde vamos enfrentar o Atlético-MG no jogo de volta das quartas-de-final da Sulamericana. Mas é o que nos restou neste ano. Passando pelo Galo, teremos mais 4 jogos do ano para sermos campeões, um contra um time brasileiro (o ameaçado Avaí e o rebaixado Goiás) e a final contra um gringo.

Porém, como aquela história, um passo de cada vez a agora precisamos de uma vitória simples ou um empate sem gol para nos classificarmos. Teremos nosso time titular e descansado contra um mistão tenso do Atlético, que ainda não se livrou do perigo da queda no Brasileirão, então temos a obrigação de ganhar.

Eu pessoalmente tenho medo de jogos assim, pois o Palmeiras tem a fama de refugar nestes momentos, só que desta vez é diferente, por causa do cara que nós temos no banco: Felipão, o rei dos mata-matas e o melhor cara do Brasil de arrancar dos jogadores o que eles não têm nestes momentos.

Por isto mesmo, amanhã faremos uma festa maravilhosa no Pacaembu e eu estarei lá!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sai de casa em 2010 e fui parar em 1999

Desde antes do jogo, a atmosfera estava diferente. Sejam os blogs, no Twitter, no bar onde esperamos o criminoso horário de 10 da noite, nada demonstrava que iríamos entrar com um time retalhado, para reverter uma diferença de dois gols, que virariam três se tomássemos um. Nos últimos anos cansamos de ver o Palmeiras ser eliminado em mata-matas com times melhores e em situações mais favoráveis, mas algo estava diferente.

Ao entrar no Pacaembu lotado, esta sensação ficava cada vez mais clara. A torcida cantava ininterruptamente, empurrando o time que, em campo retribuía. Se não era um primor de técnica ou tática, demonstrava uma entrega que desacostumamos a ver. E um jogo de primeira fase da Copa Sulamericana virou uma final de Libertadores, com pessoas angustiadas, desesperadas, com choro e lágrimas de alegria e alívio, com abraços apertados nos amigos e nos desconhecidos, mas naquela hora, todos melhores amigos.

E naquelas noites que o impossível acontece, tal qual um roteiro de um filme de Hollywood, o Pacaembu entrou numa dobra temporal e foi parar em 1999. E lá estava, debaixo da trave, o mesmo camisa 12, com cabelos a menos, dores a mais e uma idolatria que raros merecem. E no banco, com o mesmo agasalho e bigode, um senhor que vibrava como menino a cada gol.

As outras peças mudaram. Saiu Oséias, o centroavente sem técnica e autor de gols decisivos para entrar Tadeu, um centroavente sem técnica e autor de dois gols decisivos. Edinho substitui Sampaio com maestria, assim como Maurício Ramos e Danilo não deveram nada para Júnior Baiano e Roque Júnior. E, ao final, se não aconteceram os gols chorados de Euller, tivemos uma cobrança de falta magistral de Marcos Assunção.

E, numa noite de 2010 que poderia muito bem ser em 1999, o Palmeiras renasceu mais uma vez, como um vilão de filme de terror que todos tentam dar como morto, mas que volta cada dia mais forte, e mais letal.

Assim, que fique uma lição: nunca subestime um time que tem uma camisa e uma torcida como a do Palmeiras. Isto não se compra em butiques, nem pela internet.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dois pontos perdidos ou um ganho?

Pra quem, ontem, por volta das onze da noite, liga o rádio ou procura na internet o resultado do jogo do Palmeiras e descobre que ele empatou em casa com o Avaí logo pensa: 'Que merda!'. Eu também pensaria se não tivesse ido ao jogo e não visse os outros resultados.

Obviamente um time que quer ser campeão não pode pensar em empatar em casa com um time pequeno, mas esta é a graça do futebol, os resultados inesperados. Ganhamos do Santos e do Cruzeiro fora de casa e empatamos com o Avaí em casa, e não é por causa disto que vamos deixar o título escapar.

Mas, primeiro, a rodada nos foi favorável. Os Bambis empataram em casa, Goiás e Galo perderam e só o Inter ganhou, mas este aí logo pára (pau no cu da reforma) de novo, pois o fôlego do Mário Sérgio não dura mais do que quatro jogos. Desta forma, a nossa distância para o segundo colocado continua a mesma, 5 pontos, 2 rodadas. E faltando uma rodada a menos.

Segundo, da forma como o jogo transcorreu, com o time retalhado, campo enlameado, levando dois gols logo no início e com o Avaí perdendo no mínimo dois gols bisonhos, o empate foi ótimo. Teve um momento que o time pegou a bola, pelo lado esquerdo, e eu vi: Marcão. Jefferson e Jumar. Tive vontade de chorar.

O tive demonstrou pegada e vontade. O Robert e o Ortigoza (pra variar) entraram muito bem. O Figueroa não marca bem, mas joga demais, vai virar o novo Arce. E o Edmilson fez uma ótima partida.

Empatamos? Tá, empatamos, mas ainda somos líderes. E quem disse que a gente quer as coisas fáceis?